À PROCURA
Andando o andante, da vida os andares,
Buscando a resposta da eterna busca,
Crê criar do caminho a crença,
Devendo a dívida de cada dever,
Espantando o espantalho, e o espanto,
Fazendo da face da vida uma fase,
Gostando do gosto, que gostas de gostar,
Haverás de reaver do ontem o havido.
Impondo aos ímpetos, a imposição imponente,
Jogando com jeito, o jogo que jorra do peito,
Levando de leve a leva que o eleva,
Marcarás com marcas a marca da mágoa.
Necessitas da necessidade , o necessário, e
Opondo seu oposto ao exposto,
Perderás o perdão da partida.
Querias então o querer?...
Refaças então na face, as farsas refeitas,
Sejais agora o que sejas.
Torpedeie o seu tempo torpe,
Ultime o seu último ultimato,
Vasculhe de vez o velho vexame, e
Zarpe de sua zanga, zás, zás......
E nunca mais olhes para trás...
terça-feira, 25 de agosto de 2009
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