terça-feira, 22 de setembro de 2009

SETEMBRO VINTE E DOIS...

Primeiro dia da Primavera. O anúncio do prenúncio das flores e seus perfumes. Mas as chuvas torrenciais atualmente também a acompanham, impondo as marcas da modernidade, me fazendo ver que em tudo há mutações, mudanças que conhecemos, mas que não acreditamos serem possíveis. Uma grande enchente me arrasta, neste instante exatamente...me leva ao meu passado, meu futuro não conheço, me retira do presente... O que falar da amizade?... Como descrever a verdadeira?... Só quem a viveu, assim como eu!... Seria muito pouco tentar descrevê-la, pois estaria sendo incoerente comigo mesmo, estaria falando de mim, quando deveria descrever que o maior de tudo nesta amizade é, e foi tê-lo como "meu amigo"...
Tenho certeza hoje, de que eu não te escolhi, fui escolhido. Isto é uma dádiva, uma benção. Gostaria de retribuir, mas como?... Pergunta sem resposta... Dúvida interminável... Nossos próprios irmãos de sangue, sabiam e entendiam que também éramos irmãos, de genitores diferentes, mas com afinidades intermináveis... Amigos até então inseparáveis...
Cômico até, mesmo sogro e mesma sogra, nossas esposas irmãs. Um padrinho escolhido antes do nascimento do afilhado, em uma das melhores escolhas de minha vida. Compadre, amigo, irmão, concunhado, parceiro, guerreiro, confidente... Em quantos copos derramamos as nossas lágrimas pelos nossos problemas e em quantas garrafas falamos de alegria e de felicidade?... Perdi a conta... E agora não quero mais contar... Perdeu a graça... O seu engasgo quando ameaçava chorar, enraizado nas palavras de lingua desconhecida quando excedia no gole, estão guardados... Quantos porres tomamos juntos, ao discutirmos literatura, cultura, política, educação, princípios, futebol, esporte e mulher, sem ao menos estarmos bebendo nada. Falávamos da vida...
Mas ela não é eterna... Existe uma ponte de ligação com o lado em que você hoje está...
Hoje é o dia do seu aniversário, a data do início de sua vida... A data marcada por DEUS, para o nascimento de uma de suas grandes obras... Um homem grande e um grande homem, que apesar do tamanho, demonstrou que simplicidade e delicadeza tem espaço de sobra na hombridade.
2009 o ano da mudança... Não para todo o mundo, pois ele infelizmente não pôde compartilhar de sua alegria de viver... Mas sim para nós, que o perdemos.
Mas fomos os escolhidos... Tivemos a sua presença... Todos a sua maneira...
E eu, humildemente como amigo...
Saudades meu irmão...
Para:
LÚCIO RICARDO CAMPOS VIEIRA

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