sexta-feira, 25 de setembro de 2009

UM PAI ESPECIAL...



Bolinha de gude, quantas vezes não sei,
Pipa ao vento, não me relembro,
Pique esconde, então nem pensar,
Lembranças perdidas no tempo.

Tempo não teve para muito conversar,
Obrigações arcadas pela profissão,
Correndo na vida para dar o estudo,
Saúde, estabilidade e educação.

Sábado e Domingo, corrigindo as provas,
Para a próxima semana, aulas preparando,
Quanto tempo perdeu, sem poder ter perdido,
De ter passado comigo brincando.

Tristeza não tenho, então eu confesso,
Mágoa nenhuma, ao longo da vida,
Mas a saudade é a dor maior,
Do Walfrido, do pai, da despedida.

Mas o legado enfim foi deixado,
Talvez não o entenda, você.
Ser só pai é muito pouco,
Amigo é o verdadeiro querer.

A quantidade então não importou,
A diferença, foi a qualidade,
Meu pai, meu cúmplice, meu irmão,
Meu amigo por toda eternidade.

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