
Sabia que tinha apenas que continuar andando. Não tinha pressa, pois não tinha destino certo.
Todos os lugares seriam o seu ponto de chegada e também o seu ponto de partida. Em outros tempos, já havia sido expulso, literalmente de muitos lares, mas tinha a certeza de que nesta época seria diferente.
Sofria com o descaso de muitos e a falta de amabilidade de outros. Mas sempre foi perseverante. Nunca se abateu com nada e apesar de todas as recusas, teimava em continuar.
A neve protegida pelo seu casaco de couro e pelo guarda-chuva que insistia em carregar caia vagarosa e vigorosamente. Sofreu alguns escorregões, pelas calçadas encobertas pela fina camada, mas nada o desanimava. O frio, companheiro inseparável do vento cortante, e amigo incondicional da camada gélida, faziam-no sentir como que o seu corpo estivesse prestes a paralisar. Passou por várias ruas, vários bairros, várias casas e em todos os locais percebeu a luminosidade das lâmpadas, anunciando a chegada de uma época tão especial. Percebeu nestes locais, pessoas sós, acompanhadas, dirigindo seus carros, andando de ônibus e metrô, mas com a expressão no semblante do ar da pressa, da correria e da falta de tempo. Desta vez, optou em não bater em nenhuma porta, queria apenas observar. Foi-se embora, da mesma maneira como chegou. Triste e pensativo.
Poderia ter parado, escolhido uma ou muitas casas, mas preferiu não. Poderia até ter ceiado em alguma delas. Mas fomos nós mesmos, com a nossa pressa, que nos esquecemos de convidá-lo. Virou a rua do desprezo, esquina da individualidade, seguindo pela rua da esperança, de que no ano vindouro, as pessoas percebam que Ele é o mesmo, também no corpo dos sofridos e desamparados.
Todos os lugares seriam o seu ponto de chegada e também o seu ponto de partida. Em outros tempos, já havia sido expulso, literalmente de muitos lares, mas tinha a certeza de que nesta época seria diferente.
Sofria com o descaso de muitos e a falta de amabilidade de outros. Mas sempre foi perseverante. Nunca se abateu com nada e apesar de todas as recusas, teimava em continuar.
A neve protegida pelo seu casaco de couro e pelo guarda-chuva que insistia em carregar caia vagarosa e vigorosamente. Sofreu alguns escorregões, pelas calçadas encobertas pela fina camada, mas nada o desanimava. O frio, companheiro inseparável do vento cortante, e amigo incondicional da camada gélida, faziam-no sentir como que o seu corpo estivesse prestes a paralisar. Passou por várias ruas, vários bairros, várias casas e em todos os locais percebeu a luminosidade das lâmpadas, anunciando a chegada de uma época tão especial. Percebeu nestes locais, pessoas sós, acompanhadas, dirigindo seus carros, andando de ônibus e metrô, mas com a expressão no semblante do ar da pressa, da correria e da falta de tempo. Desta vez, optou em não bater em nenhuma porta, queria apenas observar. Foi-se embora, da mesma maneira como chegou. Triste e pensativo.
Poderia ter parado, escolhido uma ou muitas casas, mas preferiu não. Poderia até ter ceiado em alguma delas. Mas fomos nós mesmos, com a nossa pressa, que nos esquecemos de convidá-lo. Virou a rua do desprezo, esquina da individualidade, seguindo pela rua da esperança, de que no ano vindouro, as pessoas percebam que Ele é o mesmo, também no corpo dos sofridos e desamparados.

Nenhum comentário:
Postar um comentário